terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Alimentação no Natal e Reveillon

As festas de final de ano se aproximam e sabemos que, nessa época do ano, há muitos eventos e ocasiões comemorativas.

Por isso, segue abaixo um pequeno guia para orientar de forma geral e fazer com que seu peso e glicemia não fiquem tão alterados nesse período:

  1. No dia das festas, faça pequenas e leves refeições no dia e beba bastante líquido, ou seja: siga sua dieta normalmente até a hora da ceia, respeitando os horários e quantidades prescritos.
  1. Não belisque os alimentos enquanto estiver preparando a ceia ou esperando-a ficar pronta. Quando fazemos isso muitas vezes perdemos a noção do quanto comemos e fica mais difícil controlar a glicemia.
  1. Procure fazer apenas um prato. Escolha bem como ele será composto para não cair na tentação de pegar todas as delícias mais calóricas e ficar com sentimento de culpa depois. Quando fizer esse prato, certifique-se que ele tem sua porção de saladas e legumes, cereais (preferencialmente integrais) e proteínas magras, de preferência sem molhos.
  1. Entre todas as opções de carnes - pernil, peru, frango, tender - prefira os assados, grelhados e, de preferência, retire a pele. Ela é rica em gorduras e calorias.
  1. Não esqueça de colocar verduras em seu prato. Elas são ricas em fibras dão a sensação de saciedade.
  1. Não caia na tentação da farofa. São muitas calorias extras, o custo-benefício não compensa.
  1. Entre as opções de frutas natalinas prefira as frutas frescas (melão, melancia, uva, abacaxi, morango), pois são menos calóricas.
  1. Evite as bebidas alcoólicas. Elas desidratam, incham e, em excesso, podem descompensar a glicemia.

O que comer

Carnes de aves (peru, frango, chester), peixes, lombo de porco magro, saladas verdes, frutas frescas da estação (manga, pêssego, ameixa, uva, etc), legumes diversos, arroz elaborados com vegetais picadinhos, sobremesas (frutas frescas, gelatinas diet). Frutas secas (uvas passas, tâmara, ameixa, damasco) e sementes (pistache, nozes, castanha, avelã), podem ser consumidos desde que haja moderação e controle da quantidade de carboidrato da porção.


O que evitar

Carnes gordurosas (tender, leitão, costela etc.), frituras, salgadinhos, alimentos muito condimentados, embutidos, maionese, queijos gordos (gorgonzola, provolone, cheddar etc), massas com creme ou molhos cremosos (prefira molhos à base de tomate), creme de leite, catupiry, chantilly, refrigerantes e bebidas alcoólicas em excesso.

Abaixo estão algumas receitas para exemplificar como sua ceia pode ser gostosa e saudável! Boas festas!

Salpicão de Peru

300 g de peito de peru defumado em cubos médios

1 erva-doce média em pedaços pequenos

2 maçãs verdes pequenas em cubos pequenos

1 cenoura média em tiras finas

½ xícara (chá) de salsinha

1 colher (sopa) de azeite de oliva

3 colheres (sopa) de maionese light

1 xícara (chá) de iogurte natural desnatado

Sal e pimenta-do-reino a gosto


Coloque em uma tigela o peito de peru, a erva-doce, as maçãs, a cenoura e a salsinha. Reserve. Em outra tigela, coloque o azeite de oliva, a maionese, o iogurte, o sal e a pimenta-do-reino. Bata com um batedor manual até ficar homogêneo, despeje sobre o salpicão e misture bem.

Rendimento: 6 porções

Calorias por porção: 160 kcal

Bacalhau light com cebola caramelada

250 g de bacalhau dessalgado

3 colheres (sopa) de azeite de oliva

200g de palmito pupunha em conserva picado

½ maço médio de cebolinha verde

2 colheres (sopa) de alcaparras em conserva

½ xícara (chá) de uvas passas sem sementes

12 cebolas pequenas

1 colher (sopa) de açúcar

8 tomates-cereja partidos ao meio


Pré-aqueça o forno à temperatura média (180ºC). Numa panela, cozinhe o bacalhau em 1 litro de água até ficar macio. Retire do fogo, desfie o bacalhau grosseiramente e distribua numa assadeira refratária, de 22 cm de diâmetro, untada com 1 colher (sopa) de azeite. Disponha por cima o palmito, a cebolinha picada, as alcaparras e as uvas passas. Se necessário, polvilhe sal. Regue com 1 colher (sopa) de azeite e 5 colheres (sopa) de água. Cubra a assadeira com papel-alumínio e leve ao forno por 10 minutos. Retire do forno e reserve. Enquanto isso, leve ao fogo uma panela com as cebolas, o azeite restante e o açúcar. Cozinhe, salteando de vez em quando, até as cebolas ficarem macias e carameladas. No final do cozimento, junte os tomates. Retire do fogo e sirva em seguida com o bacalhau e agrião.

Rendimento: 4 porções

Calorias por porção: 275 kcal

Rolinho de peru com nozes

500g de peito de peru

4 colheres (sopa) de vinho branco

½ xícara (chá) de suco de laranja

1 colher (sopa) de suco de limão

½ xícara (chá) de ervas frescas picadas

Sal a gosto

Recheio

1 xícara (chá) de ricota picada

4 colheres (sopa) de nozes picadas grosseiramente

½ xícara (chá) de ervilhas em conserva

sal a gosto

Acompanhamento

12 cenouras novas e bem pequenas

Fatias de laranja

Lave o peito de peru, seque-o e corte em 5 bifes. Coloque os bifes entre duas folhas de papel-manteiga ou filme plástico e bata com um batedor até obter filés de espessura uniforme. Em uma tigela, misture o vinho branco, os sucos de laranja e de limão, as ervas e o sal, junte os filés e cubra com filme plástico. Deixe tomar gosto na geladeira por 30 minutos. Recheio: misture em uma tigela a ricota (reserve 3 colheres sopa), as nozes, as ervilhas e o sal. Abra os filés numa superfície lisa (reserve o molho), espalhe o recheio e faça os rolinhos, prendendo com palitos. Coloque-os no cesto de uma panela própria para cozimento a vapor e reserve. Lave e raspe a casca das cenouras (deixe um pedaço dos pedúnculos). Lave novamente e coloque no cesto com os rolinhos. Coloque água na parte abaixo da panela, encaixe o cesto e tampe a panela. Leve ao fogo por 25 minutos, ou até a carne ficar macia. Retire e mantenha aquecido. Leve ao fogo uma panela com o molho e a ricota reservados e cozinhe, sem parar de mexer, até obter um creme ralo. Retire. Disponha os rolinhos e as cenouras em uma travessa e regue com o molho. Sirva em seguida, se preferir, com fatias de laranja.

Rendimento: 5 porções

Calorias por porção: 265 kcal

Arroz perfumado

1 colher (sobremesa) de raspa de laranja
1 xícara (chá) de arroz, cru
2 xícara (chá) de água
sal e pimenta do reino, a gosto
1 dente de alho, inteiro

Colocar o arroz numa peneira, ou escorredor, e lavar sob água corrente. Reservar. Colocar a água numa panela média e levar ao fogo alto. Quando ferver, diminuir o fogo, acrescentar o arroz reservado e todos os ingredientes restantes. Cozinhar por 15 minutos ou até que esteja macio. Retirar do fogo e servir.

Rendimento: 4 porções

Calorias por porção: 180 kcal

Abacaxi grelhado com vinho do porto

½ abacaxi pérola cortado em pedaços regulares
1 colher (sopa) de adoçante culinário
½ xícara (chá) de vinho do Porto

Disponha os pedaços de abacaxi numa assadeira refratária sem sobrepô-los (se preferir, corte o abacaxi em fatias não muito finas) e polvilhe o adoçante. Leve ao forno de microondas (aperte a tecla brown ou dourador) por 4 minutos, ou até o abacaxi ficar levemente dourado. Retire do forno e reserve o abacaxi. Na mesma assadeira, disponha o vinho do Porto e volte ao forno de microondas, na potência máxima, por 10 minutos, ou até encorpar um pouco. Durante este tempo, mexa a calda por uma vez. Retire a calda do forno e sirva com o abacaxi.

Rendimento: 4 porções

Calorias por porção:120 kcal

sábado, 24 de outubro de 2009

CUIDADOS COM DESCARTÁVEIS NA BOMBA DE INSULINA


O uso da bomba de insulina exige alguns cuidados que são fundamentais para que alcancemos o sucesso na terapia.
Ao decorrer dos anos de convívio com a doença, é comum que os diabéticos se descuidem com a higiene nos procedimentos cotidianos. Muitas vezes fazemos glicemia na ponta de dedo sem lavar as mãos ou também aplicamos insulina sem limpar a pele com algodão e álcool. Por ser uma prática freqüente, adquirimos a idéia de que a higiene não é importante.
Entretanto, é fundamental ter uma prática higiênica tanto para estes procedimentos quanto, e principalmente, para a troca dos descartáveis na bomba de insulina.
As empresas que comercializam o produto recomendam a troca da cânula da pele a cada três dias. É importante seguir esta freqüência de troca para evitar infecção local e para favorecer o controle da glicose. Tal rotina, quando adotada, reduz a intensidade da irritação no local de inserção do cateter na pele e evita a obstrução deste cateter.
Outro aspecto importante é limpar a pele antes da aplicação da cânula utilizando algodão com álcool. Pode-se também fazer a aplicação após o banho, pois a pele já estará limpa. Não podemos nos esquecer de preencher a cânula com 0,7U de insulina após a aplicação, para preenchimento do cateter inserido na pele.
Existe também a importância do rodízio no local de aplicação. É muito frequente que os usuários da bomba, após anos de uso, comecem a ter dificuldades no controle da glicose justamente pela ausência do rodízio. Façamos um planejamento para modificar os locais onde aplicamos, usando todas as regiões disponíveis:


Quanto ao reservatório (seringa) e cateter (tubo longo e transparente), recomenda-se a troca a cada seis dias. Pode ser que essa troca ocorra num período menor, pois dependerá da quantidade de insulina utilizada. Devemos sempre lubrificar o reservatório antes de preenchê-lo com insulina, subindo e descendo o êmbolo, o que permite o correto funcionamento do motor da bomba.
Realizar corretamente a troca dos descartáveis na bomba de insulina é o primeiro passo para alcançarmos o sucesso na terapia. Constatamos que são cuidados simples, mas fundamentais para manter a saúde. Basta apenas implementar esses cuidados e seguir as orientações da rotina de troca que tudo dará certo.
A terapia com bomba de insulina é uma modalidade terapêutica efetiva e segura para o Diabetes Mellitus, mas para alcançarmos bons resultados no controle da glicose é fundamental que façamos a nossa parte.



Fernanda de Freitas
Enfermeira
Diabética Tipo 1 há 9 anos
Usuária da bomba de insulina há 4 anos

quinta-feira, 8 de outubro de 2009




A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira entre 20 e 74 anos de idade. Entretanto, a perda da visão pode ser evitada com o diagnóstico precoce e tratamento da retinopatia nas fases iniciais.
A Dra. Solange Travassos, representante da UADERJ e o Deputado Nilton Salomão, autor da Lei estadual no. 3.885/02, que propõe uma política de atenção à saúde da pessoa com diabetes, entregaram ao Dr. Sérgio Côrtes, secretário de saúde do Estado do Rio de Janeiro, uma proposta de rastreamento da retinopatia diabética com Câmeras de fundoscopia não midriática.
Como o diagnóstico da retinopatia em nosso estado é precário e a demanda de exames de fundo de olho em pacientes diabéticos excede a possibilidade de atendimento oftalmológico no serviço público, sugerimos uma alternativa ao exame tradicional, mediante a obtenção de fotografias digitais do fundo de olho dos pacientes e o envio destas, pela internet ou mídia digital, ao Oftalmologista para avaliação e tratamento sempre que necessário.
Tais câmeras dispensam o uso de colírios para dilatar a pupila, podem ser operadas por técnicos, são portáteis e podem ser transportadas para o interior do estado.
O Dr. Sérgio Côrtes ficou de analisar a proposta.

Conheça a UADERJ. Acesse
http://www.uaderj.org/

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A importância das Fibras na dieta - Índice Glicêmico

A fibra é uma forma de carboidrato complexo que não tem valor calórico. Isso acontece porque nós humanos não possuímos as enzimas necessárias para digerir esses carboidratos específicos, que passam intactos pelo trato digestivo. Vegetais verdes, frutas consumidas com a casca e alguns farelos como aveia, trigo e quinoa são alimentos ricos em fibras.

As fibras proporcionam uma boa digestão e ajudam a controlar a fome pela sensação de plenitude no estômago, além de auxiliar o processo digestivo ao estimular a evacuação, diminuir a absorção de gorduras e diminuir a velocidade de absorção de açúcar no intestino. Muitas pessoas já ouviram falar de pelo menos um desses benefícios citados, mas desconhecem o provável maior papel que as fibras têm na alimentação, o de alterar o índice glicêmico de alimentos e refeições.

Como já falamos, todos os tipos de carboidratos, ao serem digeridos, transformam-se em glicose, mas os seus efeitos no organismo dependem mais que tudo da sua capacidade de elevar a glicemia (quantidade de açúcar circulante no sangue). Os vários alimentos que são fontes de carboidrato levam a diferentes respostas glicêmicas (de açúcar circulante) e o índice glicêmico é definido a partir dessa resposta do açúcar circulante após a alimentação, em comparação a um alimento padrão (que pode ser a glicose ou o pão branco).

De maneira geral, alguns fatores que influenciam quantidade de açúcar circulante na corrente sanguínea após uma refeição são: a natureza do amido (amilose e amilopectina), a quantidade de monossacarídeos (frutose, galactose), a presença de fibras, a cocção ou o processamento, o tamanho das partículas, a presença de fatores antinutricionais (fitatos) e a proporção de macronutrientes (proteína e gordura).


Na primeira hora depois de uma refeição de alto índice glicêmico (início do período pós-prandial), a concentração de açúcar sanguíneo pode ser o dobro da encontrada após uma refeição de baixo índice glicêmico, com os mesmos nutrientes e com mesma quantidade de calorias. Esta relativa hiperglicemia estimula a secreção de insulina e o armazenamento dos nutrinetes. Para resumir simplificadamente: quando você consome refeições com alto índice glicêmico, você sinaliza para o seu corpo guardar todas as calorias que ele puder e queimar muito menos.

Por isso os carboidratos muito simples e refinados devem ser evitados para que a absorção e a digestão não sejam aceleradas, trazendo essas conseqüências. Os alimentos de baixo índice glicêmico são os mais ricos em fibras, e uma das teorias atesta que as fibras – sobretudo as fibras solúveis – favorecem uma maior distensão gástrica, o que leva a uma maior saciedade.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Benefícios das vitaminas e do exercício físico no desenvolvimento das nefropatias e retinopatias diabéticas

O estresse oxidativo tem um papel importante no aparecimento de catarata e nefropatias (doenças renais) no diabético tipo 1. Uma Revista Científica dos Estados Unidos publicou um estudo realizado na Turquia que avaliava a correlação entre exercício físico moderado praticado diariamente e suplementação de vitaminas C e E, com a diminuição da produção de radicais livres (causadores desse estresse oxidativo), redução da glicose sanguínea e possível efeito protetor antioxidante nos rins.

A conclusão do estudo foi de que os radicais livres em excesso aumentam a peroxidação lipídica na retina e nos rins de diabéticos, e isso está fortemente correlacionado à diminuição de vitaminas e enzimas antioxidantes. As vitaminas C e E são potentes antioxidantes e, juntamente com a atividade física moderada praticada diariamente, aumentam a defesa antioxidante do organismo através da redução desses radicais livres e dos níveis de glicose no sangue.

Portanto, concluiu-se que uma correta suplementação com vitaminas C e E (sempre preferencialmente orientada pelo seu Endocrinologista ou Nutricionista, adequada às suas necessidades específicas), aliada ao exercício físico moderado praticado diariamente, exercem um papel extremamente importante na prevenção da nefropatia diabética e desenvolvimento da catarata em indivíduos com diabetes tipo 1.

Fonte: Int J Vitam Nutr Res. 2005 Jan;75(1):71-80.